Seu filho tem 3 anos? Ele já estuda inglês?


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Pare. Pense em “APRENDER INGLÊS”. Qual o primeiro sentimento que lhe vem à tona? Medo? Dificuldade? Frustração? Calma! Aprender inglês não precisa ser assim.

Ninguém duvida da importância de saber falar inglês nos dias globalizados de hoje. A língua inglesa está cada vez mais presente em nosso dia-a-dia, no uso do computador, nos filmes, anúncios, placas de rua e onde você menos espera. Já é tão comum que nem reparamos mais. Já experimentou contar quantas palavras em inglês você vê durante um dia? Experimente. Você se surpreenderá!

A discussão hoje em dia não é mais se devemos aprender inglês. A grande questão é: QUANDO COMEÇAR? Alguns especialistas afirmam que uma criança só deve começar a aprender um novo idioma após a alfabetização, ou seja, aos 7 anos. Para outros, o aprendizado deve começar somente após os 10 anos. Mas, para a maioria dos especialistas, “quanto mais cedo melhor”.

Afinal, qual a idade ideal para começar?

Montanhas de evidências baseadas em recentes pesquisas sobre o funcionamento da mente comprovam que aprender um novo idioma na infância, se feito corretamente, só traz benefícios à criança, desde a eficiência e facilidade com que o novo idioma é absorvido, até um maior desenvolvimento da capacidade de memorização, de concentração, de raciocínio e de sociabilização. Ajuda também no aumento da auto-estima e até, pasme, em matemática!

E porque? Toda e qualquer criança nasce, e permanece, durante os primeiros seis anos de vida, com as “janelas de aprendizado” totalmente abertas. Isso significa que toda criança já nasce com as ferramentas necessárias para aprender idiomas. É assim que aprendemos nossa língua-mãe! Ao ser exposto à um segundo idioma, o cérebro busca os mesmos mecanismos, ou seja, os mesmos “caminhos” que usou no aprendizado da língua-mãe. O cérebro de uma criança é flexível o suficiente para aumentar sua atividade geral e criar novas conexões. Essas conexões, chamadas de memória, são as responsáveis pelo aprendizado. Quanto mais conexões se formam, mais o indivíduo aprende, e mais fácil o aprendizado se torna! A partir dos sete anos, o cérebro começa a diminuir a capacidade de criar essas novas conexões, e passa a ter que trabalhar mais para criar “mais espaço” para o novo idioma. Por isso, a cada ano que passa, fica um pouco mais difícil aprender uma segunda língua.

O mesmo acontece com a pronúncia. Todos nós nascemos com um aparelho fonador capaz de reproduzir com perfeição qualquer som de qualquer idioma. Até os 6 anos de idade, o aparelho fonador da criança ainda está em formação, fazendo com ela esteja preparada para reproduzir qualquer novo som perfeitamente, sem inibição, e sem nenhuma dificuldade.

Existe um fator chave quando se fala em aprendizado de idiomas: a INTERFERÊNCIA. Acompanhe-me numa analogia. Imagine dois indivíduos: uma criança de até seis anos, e uma criança mais velha ou mesmo um adulto. Se o cérebro dessas duas pessoas fosse um livro, o cérebro da criança de até seis anos seria um livro em branco, e o cérebro da criança mais velha, ou do adulto, seria um livro já cheio de informações.

Quando expomos uma criança pequena a uma palavra, à pronúncia de um som, ou a uma frase no novo idioma, ela simplesmente “acrescenta” essa informação em seu livro em branco. Sem questionamentos, sem dúvidas, sem resistências. Ela aceita a nova informação, e esta informação passa a fazer parte de sua vida. Nesse processo, a criança não comparou o novo idioma com a língua-mãe, não o rejeitou, e não o analisou, ou seja, não houve INTERFERÊNCIA. Ela “adquiriu” o novo idioma naturalmente, e sem perceber. Esta é a maneira ideal de se aprender.

Já o adulto, ou a criança que já sabe ler e escrever em sua língua-mãe, ao ser exposta ao novo idioma, não irá simplesmente “acrescentá-lo” em seu livro, pois seu livro já tem muitas informações. Este aprendiz irá parar, pensar, analisar, comparar as informações com as que já existem em seu livro, e após um longo processo, decidir se aceita ou não esta nova informação. Nesse caso, as INTERFERÊNCIAS são inúmeras, e o indivíduo acaba por não “adquirir” o novo idioma naturalmente. Todo este processo inconsciente de análise torna o aprendizado muito mais difícil e cansativo, e, é claro, muito menos eficiente.

O que os especialistas comprovaram é que a criança tem a capacidade de separar as informações no cérebro em diferentes “compartimentos”, criando uma “gaveta” para a primeira língua, e uma outra “gaveta” separada para cada nova língua que aprender. É por isso que a criança fala vários idiomas sem se confundir. Ela simplesmente acessa a “gaveta” correspondente ao idioma que quer usar, e não os mistura nem os confunde. Com o passar dos anos, essa capacidade de criar novas “gavetas” se acaba, e o aprendiz não tem outra saída senão colocar o novo idioma na mesma “gaveta” da língua-mãe. E é aí que começam as confusões e dificuldades.

Já sabemos quando devemos começar a aprender. A grande questão agora é: COMO ENSINAR?

A forma correta de se ensinar um idioma a uma criança pode ser resumida duas palavras: NATURAL e DIVERTIDO. A criança tem que se divertir, e o aprendizado tem que ser natural, como foi o da língua-mãe.

Para entender o aprendizado natural, observe um bebê aprendendo a falar. Ele ouve, experimenta, ouve, sente, ouve, toca no que está ouvindo, ouve mais um pouco, e depois de ouvir o suficiente e achar que compreendeu o significado, ele se sente pronto, e aí ele fala. E a partir desse momento, ele nunca mais esquece aquilo que aprendeu a falar. Uma aula de inglês, ou de qualquer segundo idioma, tem que ser assim. A criança tem que ouvir o máximo possível, e assim vai adquirindo conhecimento até poder falar espontaneamente. Dizemos que, assim, a criança aprende inconscientemente, sem perceber. Ela demorará um pouco mais para falar, mais quando falar, não esquecerá mais.

Para isso, basta que ela ouça o idioma em sala de aula o máximo possível, e da forma mais divertida possível. Estorinhas infantis, músicas, peças de teatro, jogos, brincadeiras, culinária, pintura, artes,… Vale tudo, desde que o professor fale o idioma em questão o tempo todo em sala de aula. Só assim o aprendizado natural acontece, com a criança ouvindo, interagindo, e, é claro, se divertindo.

O resultado disso? Uma criança que falará um novo idioma com facilidade e naturalidade e, o mais importante, que aprenderá a gostar deste idioma, e com isso estará sempre motivada a querer saber mais. Esta criança terá, então, aprendido a aprender, e não terá qualquer dificuldade quando adulto.

E se aprender um novo idioma cria oportunidades de desenvolver tantas habilidades, é nosso dever, então, oferecer às crianças métodos e materiais que incentivem cada vez mais esse maravilhoso processo.

Sylvia Helena Palma de Moraes Barros


The Kids Club

Inglês só para crianças
www.thekidsclub.com.br

Sylvia Helena Palma de Moraes Barros, 30 anos, é formada em Adminstração de Empresas pela Universidade Mackenzie, e pela Franchising University em curso especializado para executivos de franchising. Atualmente, é proprietária e Diretora Pedagógica da The Kids Club da Fun Languages do Brasil. Com mais de 12 anos de experiência no ramo de ensino de idiomas, desenvolve, adapta e atualiza todo o material didático vindo da Master-Franquia na Inglaterra, utilizando modernas técnicas de ensino de inglês exclusivamente para crianças. Além disso, ministra Cursos e Palestras em eventos especializados, assim como treinamentos pedagógicos, de reciclagem e de supervisão para os mais de 110 franqueados da rede.